Toca Discos PLX CRSS12

PLX CRSS12

PLX-CRSS12: vale a pena comprar o toca-discos híbrido que mudou o mercado dos DJs?

Se você chegou até aqui, provavelmente está pesquisando se o PLX-CRSS12 realmente vale o investimento. Afinal, ele custa muito mais do que um toca-discos convencional e promete algo que, até pouco tempo atrás, parecia impossível: tocar discos de vinil normalmente e, ao mesmo tempo, controlar um software DVS sem que a agulha acompanhe os movimentos do disco.

A proposta parece simples, mas representa uma das maiores evoluções no universo do turntablism desde a chegada dos sistemas DVS. Pela primeira vez, um único equipamento consegue unir a experiência do vinil tradicional com a praticidade do digital, eliminando uma das maiores limitações enfrentadas por DJs de scratch e performance.

O primeiro toca-discos híbrido do mundo

O PLX-CRSS12 foi desenvolvido inicialmente pela Pioneer DJ e hoje faz parte do portfólio da AlphaTheta.

Seu grande diferencial é o sistema MAGVEL CLAMP, uma tecnologia magnética que mantém o disco girando enquanto o vinil pode ser segurado, arrastado ou manipulado livremente pelo DJ.

Na prática, isso significa que:

  • o prato continua girando normalmente;
  • o disco pode ser movimentado manualmente;
  • a agulha permanece praticamente imóvel;
  • não existe risco de a cápsula pular durante scratches intensos.

Esse conceito elimina diversos problemas comuns dos sistemas DVS tradicionais, principalmente durante performances mais agressivas.

Como funciona o controle DVS sem braço?

Durante décadas, o funcionamento do DVS dependia totalmente da leitura do timecode pela agulha.

Isso trazia algumas limitações:

  • desgaste da cápsula;
  • pulos de agulha;
  • necessidade constante de ajuste do braço;
  • influência de vibrações do palco;
  • maior manutenção.

No PLX-CRSS12, quem faz essa leitura é o próprio prato eletrônico.

O movimento do disco passa a ser interpretado internamente pelo equipamento, sem depender da cápsula para controlar o software.

Na prática, o braço pode permanecer apoiado enquanto o DJ utiliza o equipamento como controlador DVS.

Esse é justamente o motivo pelo qual o PLX-CRSS12 é considerado um equipamento revolucionário.

O melhor dos dois mundos

O grande mérito deste toca-discos é não obrigar o DJ a escolher entre analógico ou digital.

Ele oferece dois modos completamente distintos.

Reprodução de vinil tradicional

Quando o objetivo é ouvir ou tocar discos normalmente, o PLX-CRSS12 funciona como um toca-discos profissional de alto desempenho.

Toda a experiência do vinil permanece intacta:

  • cápsula;
  • braço;
  • leitura analógica;
  • torque elevado;
  • estabilidade de rotação.

Ou seja, colecionadores também podem utilizá-lo como um excelente toca-discos profissional.

Controle DVS

Quando chega a hora da performance digital, basta ativar o modo DVS.

Nesse momento:

  • o software passa a interpretar o movimento do disco;
  • a agulha deixa de participar da leitura;
  • scratches ficam extremamente precisos;
  • praticamente desaparecem os problemas de salto da agulha.

Para quem trabalha com batalhas de DJ, turntablism ou performances abertas, essa diferença é enorme.

Sensação muito próxima do vinil

Um dos maiores medos dos DJs era que essa tecnologia deixasse o scratch “artificial”.

A AlphaTheta resolveu isso criando diferentes níveis de ajuste para o sistema MAGVEL CLAMP.

É possível configurar:

  • peso da sensação do disco;
  • resistência;
  • resposta ao scratch;
  • nível de controle.

Cada DJ consegue encontrar um comportamento muito parecido com o setup que já utiliza.

Principais características

Entre os destaques do PLX-CRSS12 estão:

RecursoBenefício
Sistema MAGVEL CLAMPControle DVS sem utilizar a agulha
Torque ajustávelPersonalização da resposta do motor
Pads integradosHot Cues e funções do software diretamente no toca-discos
Display OLEDInformações rápidas durante a performance
Reprodução analógicaFunciona como toca-discos tradicional
Controle MIDIIntegração com softwares profissionais
Construção robustaDesenvolvido para uso intenso em clubes e apresentações

Vale a pena para quem?

O PLX-CRSS12 não foi pensado para qualquer DJ.

Ele faz mais sentido para:

  • DJs de scratch;
  • turntablists;
  • DJs open format;
  • profissionais que utilizam DVS diariamente;
  • quem deseja reduzir manutenção de cápsulas;
  • artistas que fazem muitas apresentações.

Para quem apenas toca arquivos digitais em controladoras ou CDJs, provavelmente o investimento não se justifica.

Pontos positivos

  • Tecnologia inédita no mercado.
  • Excelente qualidade de construção.
  • Elimina praticamente os pulos de agulha no DVS.
  • Mantém compatibilidade com discos de vinil reais.
  • Torque extremamente forte.
  • Alto nível de personalização.
  • Excelente integração com softwares profissionais.

Pontos de atenção

  • Preço elevado.
  • Curva de aprendizado para explorar todos os recursos.
  • O modo DVS exige software compatível.
  • É um equipamento voltado para um público bastante específico.

Vale o investimento?

Se você é um DJ que utiliza vinil tradicional, DVS ou scratch com frequência, o PLX-CRSS12 representa uma das maiores evoluções dos últimos anos.

Ele não tenta substituir o clássico. Pelo contrário.

Sua proposta é preservar toda a experiência tátil do vinil enquanto elimina limitações que acompanharam os toca-discos profissionais por décadas.

Para muitos DJs, isso significa menos manutenção, mais estabilidade durante apresentações e uma liberdade criativa difícil de encontrar em qualquer outro equipamento.

Se, por outro lado, você utiliza apenas controladoras ou CDJs, provavelmente modelos mais acessíveis atenderão perfeitamente às suas necessidades.

Minha opinião

Como alguém que sempre acompanhou a evolução dos equipamentos para DJ, considero o PLX-CRSS12 um daqueles produtos que realmente introduzem uma nova categoria, em vez de apenas atualizar especificações.

Durante muitos anos vimos melhorias em torque, precisão do motor e construção, mas a forma de controlar um sistema DVS permaneceu praticamente igual desde seu surgimento. O PLX-CRSS12 rompe esse padrão ao retirar a dependência da agulha para o controle digital, algo que parecia improvável há pouco tempo.

Não acredito que ele substituirá imediatamente clássicos como o Technics SL-1200MK7 ou o Pioneer DJ PLX-1000. Esses modelos continuam sendo referências absolutas para quem busca um toca-discos tradicional. Porém, para DJs de performance, scratch e DVS, o PLX-CRSS12 inaugura um novo caminho e mostra que ainda há espaço para inovação em um equipamento considerado praticamente perfeito há décadas.

Para quem vive de apresentações ou leva o turntablism a sério, é um investimento que faz sentido. Para quem apenas deseja tocar vinis ocasionalmente, existem opções mais econômicas que entregarão uma experiência excelente. O importante é entender que o PLX-CRSS12 não foi criado para substituir os toca-discos convencionais, mas para oferecer algo que nenhum outro equipamento havia conseguido fazer até então.

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Autor:

Elisandro da Silva

Brand & Web Designer: @tossstudio | DJ e Produtor: @vantronik